A cidade de
São José do Rio Preto foi fundada em 19 de março
de 1852, por João Bernardino de Seixas Ribeiro. Nessa
época, cerca de 150 famílias, a maioria oriunda
do Sul de Minas Gerais, já estavam instaladas em fazendas
na região, mas foi o fundador que construiu a primeira
casa em torno da qual surgiu a cidade.
As primeiras famílias tomaram posses das terras do
chamado “sertão do Rio Preto” a partir
de 1840. Três dos pioneiros estão ligados a lenda
do “pássaro azul”, que dá origem
à doação dos patrimônios à
Igreja Católica, o que permitiu a aglomeração
urbana.
Antonio Carvalho da Silva, seu filho Luiz Antonio da Silveira
e o amigo Vicente Ferreira Neto são os protagonistas
dessa lenda. Eles teriam se perdido na mata e cada um fez
uma promessa de doar um terreno para seu santo de devoção
caso encontrassem o caminho de volta. Na manhã seguinte
à promessa, foram atraídos pelo canto bonito
de um pássaro azul que parecia querer lhes mostrar
alguma coisa. Seguiram o saltitar do pássaro e encontram
a picada que haviam feito na floresta.
Antonio Carvalho doou o patrimônio de São José,
sobre o qual está o centro de Rio Preto; Luiz Antonio
doou para Nossa Senhora do Carmo a área onde se ergue
a Boa Vista, e Vicente fez doação a São
Vicente Ferrer da área onde hoje estão os bairros
da Santa Cruz e Bom Jesus.
Mas foram dona Mariana de Seixas Ribeiro, esposa de João
Bernardino, e a escrava Madalena, que encontraram a imagem
de São José de Botas abandonada numa choça
de índios guarani, que habitaram a região até
meados do século 19. A imagem foi levada para a capela
e uma réplica está na Catedral de São
José.
Lelé Arantes
Jornalista e historiador |